Falta de tempo, de calma, de paciência, de amor: clichê da vida moderna que continua deixando o ser humano cada vez mais desnorteado. Lidar com emoções como a angústia, o estresse, a baixa auto-estima e a solidão é mesmo um grande desafio. Quem, afinal, não anda precisando acertar os ponteiros dentro de si mesmo? Vencer nossas próprias fraquezas, medos e tensões é tarefa difícil, mas a boa notícia é que a terapia floral, aliada à astrologia, pode ajudar nessa caminhada.
Quando Dr. Bach, pai dos famosos florais de Bach, divulgou suas primeiras essências em 1930, a cura através das flores começou a ganhar atenção. Muitas foram catalogadas e suas essências se transformaram em um verdadeiro sistema de tratamento contra diversos tipos de males. “Flor é vida e a vida gera vida. É a partir da flor que a planta evolui para fruto e semente, fazendo outras plantas nascerem. Essa força das flores está presente no inconsciente de todos nós há muito tempo, tanto é que existe o hábito de presentear quem está doente com flores. Elas trazem ânimo, alegria, e resgatam a beleza da vida”, afirma a astróloga e terapeuta floral Cristine Essinger.
As essências florais exploram a boa vibração de cada flor. “Einstein já dizia que toda forma tem energia e toda energia, informação. Portanto, o que fazemos é captar o estado vibracional da flor em meio aquoso. Essa vibração, que chamamos de ‘ativo floral’, é o que vai agir em nós”, explica a psicóloga Luciane Gerodetti, dona da empresa Florais da Chapada Diamantina.
Dessa forma, os florais funcionam harmonizando a nossa mente e as nossas emoções, reorientando a energia de cada um de nós. Eles elevam a vibração pessoal, fazendo com que a gente sintonize o lado positivo da vida, onde a saúde, a beleza e a vitória estão sempre presentes. “Os florais atuam na fonte de energia vital do corpo, o chackra, que por sua vez alimenta e determina o funcionamento do organismo”, explica Luciane Gerodetti. Portanto, eles beneficiam não apenas o espírito, mas também, por ressonância, o corpo, a saúde física.
Existem muitos tipos de florais hoje disponíveis. Podemos encontrar os de Bach, os da Chapada Diamantina, os florais brasileiros de Joel Aleixo e por aí vai, mas o que há de comum entre todos, segundo Cristine Essinger, é a identificação, pelo terapeuta floral, do estado mental em que a pessoa se encontra para que então seja possível indicar as essências de forma precisa e eficaz. “Eu uso a Mapa Natal e os trânsitos para determinar quais florais podem auxiliar o paciente naquele momento”, diz a astróloga.
Ela conta que a astrologia dá uma espécie de radiografia espiritual do indivíduo, mostrando como ele vê a vida e como lida com o movimento dinâmico do dia-a-dia. O floral, por sua vez, é um canal pelo qual podemos sintonizar o potencial que trazemos dentro de nós, fazendo com que enxerguemos nossas virtudes e que possamos trabalhar com elas para vencer as dificuldades. “O que eu gosto nos florais é a forma gentil com que eles auxiliam a pessoa, dando a ela condições de se superar”, destaca Cristine.
No entanto, só porque você é Áries não significa que vai tomar uma essência “ariana” ou só porque é Leão não vai se ater a um floral “exclusivo de leoninos”. Não existe essência específica para cada signo do zodíaco. Até porque, segundo Luciane Gerodetti, é um erro dizer que cada pessoa tem um signo e pronto, é só. “Todos nós temos um mapa de 12 signos e planetas que se intercomunicam, sendo necessário analisar os trânsitos e revoluções que a pessoa está vivendo para então indicar a essência que vai ajudá-la”, esclarece Luciane.
Mas, independentemente disso, a psicóloga prefere recomendar os florais da seguinte maneira: na virada desse ano, por exemplo, ela afirma que o Sol vai estar em Capricórnio e a Lua em Peixes, o que nos dá um momento favorável para estabelecer metas, criar disciplina e aceitar responsabilidades. Segundo ela, é necessário trabalhar essas questões com sensibilidade e compaixão, curando medos ocultos e religando-se a uma força maior.
“Considerando o céu astrológico da virada, podemos indicar uma fórmula que mescle essas potencialidades para fazer com que o sujeito viva tal conjuntura da forma mais consciente e positiva possível. No caso do meu sistema, eu sugeriria uma combinação de Chamacrista, Cuphia, Diamante, Grisea, Lanthus e Montana”, aconselha a dona da empresa Florais da Chapada Diamantina.
E se sua grande aposta é no encontro de um grande amor, os florais também podem dar uma mãozinha. Não é que eles sejam capazes de trazer a sua alma gêmea, uma vez que não funcionam como mágica, mas os florais vão te ajudar a curar feridas e a moldar um pensamento mais positivo sobre relacionamentos. “O floral auxilia a pessoa no ato de se relacionar, fazendo com que ela descubra, em primeiro lugar, o amor a si mesma, resgatando seu valor pessoal e curando mágoas e amarras”, esclarece a psicóloga Luciane Gerodetti.
Sob esse prisma, aí sim, existe um “floral do amor”. Nesse caso, Luciane indica duas composições: o Amaflor, que fortalece a auto-estima e trata sentimentos de rejeição, medo, tristeza, e o Coraflor, que trata sentimentos como mágoa e rancor causados por relacionamentos anteriores.
Podemos dizer, então, que a terapia floral nos prepara para o amor. “Ela eleva a vibração pessoal e, à medida que isso acontece, a pessoa entra em sintonia com si mesma, tornando-se mais receptiva ao sentimento. Existem florais de Bach como o Holly e o Chicory que ajudam justamente nessa abertura do indivíduo para encontrar e receber o amor”, garante Cristine Essinger.
Por trabalhar questões internas do ser humano, a terapia floral não deve ser vista, portanto, como um tratamento passageiro, até porque nossos questionamentos estão mudando o tempo todo. E mesmo as características mais marcantes da nossa personalidade, aquelas que não mudam e que estão sempre ditando a forma como interagimos com o mundo, podem ser trabalhadas através dos florais.
“É interessante usá-los no dia-a-dia em gotas na comida, no creme hidratante, em spray pela casa e por aí vai. De todas essas maneiras, o floral trabalha para manter a energia em um padrão mais limpo e saudável, devendo se tornar, mais do que um tratamento, um estilo de vida”, finaliza a psicóloga Luciane Gerodetti.