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Astrologia
Publicado em: 27/07/2010
Por: Christina Bastos Tigre
Desde os tempos mais remotos o homem observou que apesar do caos aparente da sua vida havia uma ordem no céu. Espelhando-se nos astros, ele fez sua primeira tentativa de estabelecer uma ordem dentro de si mesmo. A Astrologia se encontra entre os primeiros aprendizados humanos, antes mesmo da linguagem escrita. Já era codificada há cinco mil anos pelos povos da Babilônia, Suméria, China, Caldéia, Egito e da América pré-colombiana. Os egípcios alcançaram muitos progressos no domínio da Astronomia e a partir do ano 4.241 a.C. dividiram o ano em 12 meses e o dia em 24 horas.
Os povos antigos escolhiam seus lugares sagrados por meio do alinhamento com determinadas estrelas e planetas. A localização das pirâmides do Egito “coincide” com importantes configurações estelares. Stonehenge, construído na Inglaterra em 2.000 a.C., foi alinhado com Sirius e a Estrela Polar. No século III a.C., o palácio do imperador em Ch’angan – a primeira capital da China – foi construído com a forma e as características da Ursa Maior, uma constelação muito afortunada, que revolve em torno da Estrela Polar.
Os maias e astecas também edificaram observando a relação entre as coordenadas geográficas e as constelações, estabelecendo uma fusão entre as forças terrenas e as influências que emanam dos corpos celestes. Inexplicavelmente, o sistema astrológico da América pré-colombiana tem muitos pontos em comum com o dos chineses: os maias e os astecas desenvolveram um conhecimento extremamente complexo dos ciclos planetários e a própria estrutura da sua sociedade visava, como na China imperial, refletir a ordem cósmica.
Importada do Oriente pelos gregos e romanos, a primeira escola de Astrologia foi fundada em 280 a.C., na ilha de Cós, na Grécia. Nas suas narrativas, Marco Pólo afirma que em Kambalu, na China, havia mais de cinco mil astrólogos. Os astrônomos árabes também eram astrólogos e construíram, em 830, o famoso observatório de Bagdá. Graças aos árabes, a Astrologia se disseminou no Ocidente e a Espanha mulçumana desempenhou um importante papel na sua penetração na Europa medieval, propagando-a pelas camadas sociais mais altas por meio da tradução de diversos tratados árabes.
A Astrologia era levada tão a sério que, no século XIII, na Escola de Medicina de Bolonha, dizia-se que “um doutorado sem Astrologia é como um olho que não pode ver”. Nos séculos seguintes o número de astrólogos aumentou, mas devido às perseguições da Inquisição e à mentalidade racionalista que dominou os séculos XVIII e XIX, a Astrologia passou por uma longa fase de obscurantismo. No século XX ganhou novas perspectivas e aprimorou seus conceitos, aliando-se à Psicologia e a outros conhecimentos.
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