Lua: o passado no presente
Ainda que o conhecimento astrológico não permita generalizações simplificadoras, vimos no último post que o Sol simboliza a consciência de si mesmo e o Ascendente representa a imagem que mostramos ao mundo. Analisemos, agora, o papel da Lua.
No mapa astral, o signo e a casa onde a Lua se encontra revela, sobretudo, a estrutura emocional e psicológica dos indivíduos. Sendo assim, ela remete às experiências da infância e da adolescência, quando o senso de segurança de cada indivíduo estava sendo formado, na grande maioria das vezes, dentro de um núcleo familiar.
Na carta natal de um recém-nascido, entre 0 e 2 anos, a Lua é o astro principal. Ela representa a mãe, sendo que nesta fase a consciência de vínculo junto a ela é ainda maior que a consciência de si mesmo, remontando à fase uterina.
Desta forma, a Lua é uma das principais referências para a compreensão da relação entre mãe e filho. Mas seu significado vai mais além: ela representa a vida familiar como um todo e as seguranças e inseguranças geradas por esta vivência. A Lua fala, portanto, do nosso passado e, em função dele, como tendemos a agir e reagir emocionalmente nas situações e nos relacionamentos que estabelecemos ao longo da existência.
Ela é uma espécie de repositório de experiências de grande importância psicológica que, ao passar dos anos, estrutura a sua emoção e os seus sentimentos. Por outro lado, ela vai reger a vida doméstica e a família que pode ser formada após a saída da casa dos pais, trazendo na bagagem as marcas e as alegrias da convivência obtida junto a eles.
Quando buscamos entender o modo como um casal se relaciona, saber se há sintonia entre a Lua de uma pessoa e a de outra é crucial. Ela é, ainda, um ótimo significador de como funciona o humor de um indivíduo.
